A Reserva Natural das Ilhas Desertas é protegida desde 1990, com a criação da Área de Proteção Especial, tendo sido classificada como reserva natural cinco anos depois.

A Reserva tem uma área total de 12586 ha e inclui todas as ilhas. Esta é constituída por três ilhéus - o Ilhéu do Chão, a Deserta Grande e o Bugio - todas elas de origem vulcânica.

As ilhas Desertas encontram-se desabitadas devido às suas condições inóspitas e à falta de água doce.

Através do estatuto de proteção total são resguardados os ecossistemas de toda a área terrestre e toda a área marinha adjacente.

A reserva destina-se não só para a proteção dos lobos marinhos, como outrora, mas também para preservação da toda a flora e fauna presente nesta. Esta reserva é também uma "Important Bird Area" (IBA). Para visitar esta reserva natural é necessária uma autorização.

As Ilhas Desertas são um dos últimos refúgios dos lobos marinhos, vivendo nestas por volta de 23 elementos da espécie.

Fauna

Existem várias espécies raras e endémicas, no entanto o que mais motivou a proteção desta área, foi a necessidade em preservar a pequena colónia de Foca-monge do Mediterrâneo, mais conhecido como Lobo-marinho.

São várias as espécies de tartarugas que também podem ser observadas nas águas circundantes destas ilhas.

As ilhas Desertas são também uma importante área para a nidificação de aves marinhas. As aves aqui residem são espécies são muito vulneráveis para as quais esta área representa um dos últimos refúgios a nível mundial. 


Flora

A flora aqui existente é diversa, peculiar e rica em plantas especificas da Macaronésia.

A vegetação aqui existente está definida por duas zonas. A 1ª zona, designada por marítima, vai desde o nível do mar até aos 360 m de altitude, nas três ilhas e, esta vegetação, caracterizar-se pela presença de plantas indígenas. A 2ª zona, designada por montanhosa, vais desde os 300 m até aos 480 m de altitude, cuja vegetação caracteriza-se, também, pela presença de plantas indígenas.

Foi iniciada uma erradicação de plantas invasoras (plantas que não fazem parte da flora indígena e que se alastram facilmente, competindo e destruindo os habitats naturais das espécies indígenas), em 1997, com o objetivo de preservar este património natural.                    


História

As ilhas Desertas foram descobertas em 1420, pelos Portugueses. Estas foram alvo de tentativas de colonização mas, devido à sua aridez e inexistência de água, nunca possibilitaram ser habitadas. Contudo, diz-se que, no final do século XVI, permaneciam constantemente, oito homens que semeavam trigo e cevada para manter os pastos para o gado ali inserido. 

No decorrer da Segunda Guerra Mundial, foi construído um acesso ao topo da Deserta Grande, para instalar postos de vigia para o controlo das embarcações daquela área. Posteriormente estes postos foram utilizados pelos caçadores de baleias para o avistamento destes animais.

 

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